Creatina e menopausa: uma aliada para o cérebro e o humor

Menopausa

Introdução

A menopausa é uma fase marcada por mudanças físicas, hormonais e emocionais. Muitas mulheres relatam cansaço, dificuldade de concentração, alterações no humor e até sintomas depressivos.

Enquanto muitas conhecem a creatina apenas como suplemento para atletas, a ciência mostra que ela também pode ser uma grande aliada do cérebro feminino nesta fase da vida.


O que a ciência descobriu

Um estudo clínico publicado em 2025 no European Neuropsychopharmacology investigou o uso da creatina em adultos com depressão leve a moderada.

  • Foram avaliadas 100 pessoas.

  • Todos fizeram Terapia Cognitivo-Comportamental.

  • Metade recebeu 5 g/dia de creatina e a outra metade recebeu placebo.

  • Após 8 semanas, os que usaram creatina apresentaram melhora significativa nos sintomas depressivos, além de boa tolerância.

Ou seja, a creatina mostrou benefícios não apenas para músculos, mas também para o bem-estar mental.


Como a creatina pode ajudar você

Durante a menopausa, a queda de estrogênio afeta não só ossos e metabolismo, mas também o cérebro. A creatina atua em pontos-chave:

  1. Mais energia para o cérebro – ajuda as células cerebrais a funcionarem melhor.

  2. Proteção contra o estresse – pode reduzir inflamação e estresse oxidativo.

  3. Melhora da memória e concentração – favorece a plasticidade cerebral.

Por isso, mulheres na menopausa que sofrem com fadiga mental, falta de foco e mudanças de humor podem encontrar na creatina uma possível aliada.


O que você precisa saber antes de usar

Apesar de ser um suplemento seguro e acessível, é importante considerar alguns pontos:

  • A creatina não substitui acompanhamento médico ou psicológico.

  • Deve ser usada de forma individualizada e ajustada às necessidades de cada mulher.

  • Em alguns casos específicos (como doença renal ou transtorno bipolar), é preciso ter cautela.


Conclusão

A creatina não é apenas para atletas. Ela pode ajudar mulheres na menopausa a melhorar energia, clareza mental e até sintomas de depressão leve.

Os estudos ainda estão em andamento, mas os resultados são animadores.

👉 Converse com seu nutricionista ou médico para avaliar se a creatina pode fazer parte do seu cuidado nesta fase da vida.


Referências

  1. Sanyal S, et al. Adjunctive creatine monohydrate in depression: A randomized, double-blind, placebo-controlled pilot trial. Eur Neuropsychopharmacol. 2025;75:15–24. PMID: 39488067

  2. Lyoo IK, et al. Oral creatine augmentation for enhanced response to escitalopram in major depressive disorder. Am J Psychiatry. 2012;169(9):937–945.

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