Conheça mais sobre o Kefir

 

  • O que é o kefir?

O Kefir é um produto lácteo, considerado probiótico graças a sua composição de microrganismos benéficos. É obtido pela fermentação do leite de origem animal, tanto pasteurizado quanto o esterilizado. Para que ocorra a fermentado, são utilizados os grãos de kefir, que possuem em sua composição bactérias e leveduras fermentativas e não fermentativas (de lactose, que é o açúcar do leite).

 

2)       Qual a sua origem?

Acredita-se que há séculos atrás, o Kefir originou-se nas montanhas do Cáucaso, no Tibet e Mongólica. Quando questionados, os caucasianos dizem que os grãos de Kefir foram um presente de Alah (Deus), o que explica o nome de “milho de profeta” dado aos grãos de Kefir, em alusão a Maomé.

3)       Quais os benefícios do kefir? (quais os nutrientes presentes, como ele age no organismo para proporcionar cada um destes benefícios)

O Kefir do leite é um alimento rico em nutrientes, como vitaminas do complexo B , inclusive a vitamina B12, cálcio, fósforo, magnésio, potássio, vitamina K.

Dentre os diversos benefícios citados nos estudos científicos, podemos ressaltar:
– Melhora dos sintomas relacionados à intolerância a lactose;
– Redução dos níveis de colesterol plasmático, e consequentemente atenuação dos riscos de doenças cardiovasculares;
– Inibição do desenvolvimento de microrganismos patogênicos no trato gastrointestinal, o que reflete diretamente em melhora da imunidade;
– Pode atuar contra diversos microrganismos, como a Candida Albicans, causadora da Candidíase; Helicobacter Pylori, causador de gastrites e úlceras gástricas;
– Tem ação anti-inflamatória, antimicrobiana, imunológica, antialérgica e antidiabética.

Por tantos benefícios relatados na literatura, principalmente envolvendo o trato gastrointestinal, não há dúvidas de que o kefir é um alimento que auxilia no equilíbrio de nosso organismo, já que nossa saúde intestinal está correlacionada com todos os outros órgãos e reflete nestes. Se regulamos nossa flora intestinal, temos menor propensão à alergias, intolerâncias alimentares, indigestão, cansaço, fadiga, desencadeamento de doenças auto imunes, depressão, ansiedade, além de melhorar a absorção de nutrientes essenciais para o controle de nosso metabolismo como um todo!

 

 

4)       Ele ajuda a emagrecer? Nenhum alimento tem a capacidade de emagrecer por si só.

Sim, o kefir pode ajudar no processo de emagrecimento. Isto se atribui, por exemplo, ao fato de que ter a microflora intestinal saudável colabora para uma melhor produção de hormônios intestinais relacionados ao aumento saciedade, como o GLP-1 e a serotonina, logo, de forma indireta, o kefir pode contribuir para o aumento da saciedade e consequentemente a menor ingestão de calorias, favorecendo o emagrecimento, graças a sua composição de microrganismos benéficos.

5)       Como conseguir e cultivá-lo?

O kefir pode ser obtido através da doação entre pessoas ou através da internet, entretanto, aconselha-se que o mesmo seja adquirido por pessoas de confiança, que você sabe que possuem bons hábitos de higiene e tem conhecimento sobre os cuidados com o Kefir.

A temperatura ideal para os microrganismos do Kefir é entre 20 e 37ºC, ou seja, temperatura ambiente. Caso a temperatura esteja inferior a 22ºC, a fermentação pode variar de horas a 3 dias.

6)       Como prepará-lo?

Em um pote de vidro previamente esterilizado, adicione uma colher de sopa dos grãos para cada meio litro de leite.

Muitas pessoas reclamam do sabor ácido do kefir, mas isto pode ser controlado por quem cuida.

Se você deseja suave e menos ácido, deixe-o fermentando por aproximadamente 6 horas. Mas se você é adepto ao gostinho azedo e forte, a fermentação pode durar de 1 à 3 dias, sempre levando em consideração uma temperatura ambiente de em média 20ºC. Outro fator que contribui para o sabor forte e característico da fermentação é a quantidade de grãos utilizada, logo, você pode adicionar duas colheres de sopa de kefir para meio litro de leite e deixar fermentando por 6 horas: com certeza estará mais acido do que se utilizar uma colher.

Por fim, peneire os grãos em uma peneira de plástico limpa, preferencialmente exclusiva para o kefir e consuma o líquido. Se desejar, reserve na geladeira e consuma em até 3 dias.

7)      Quais os cuidados que precisa ter na hora da manipulação?

Como falado anteriormente, os grãos de Kefir são compostos por diversas bactérias e leveduras, logo, a manipulação adequada evita que microrganismos indesejáveis contaminem o produto, trazendo prejuízos à saúde. Os principais cuidados são:

Não utilizar utensílios de metal, pois a acidez do kefir pode fazer pequenas corrosões;

As colheres devem ser de plástico e o pote deve ser de vidro. Você pode reaproveitar o pote de azeitona ou champgnon, desde que limpos e esterilizados. Para esterilizar, coloque a tampa e o pote totalmente submersos em água e ferva por 10 minutos.  Por fim, enxugue o pote e a tampa com um pano limpo e exclusivo para tal. Sempre lave este pano sem produtos químicos e de preferência, ferva-o por 10 minutos. Jamais utilize o pano de prato ou o da pia!

Apesar de não ser necessário, caso deseje lavar os grãos para remover a gosma natural, que seja com água mineral, pois a da torneira pode trazer algum tipo de contaminação. Esta gosma é o kefiran, que vem sendo atribuída uma ação anticancerígena, antimicrobiana e de modulação do sistema imunológico intestinal.

8)      Ele pode ser feito a partir de qualquer tipo de leite (vaca, cabra, ovelha)? E as bebidas vegetais (coco, arroz, amêndoas)?

Sim, pode ser feito até mesmo com água. Entretanto somente os leites de origem animal permitirão que os grãos cresçam devido à presença da lactose (o açúcar natural do leite). Do contrário, haverá apenas a fermentação, mas que também produzirá seu kefir!

9)      Qual diferença do kefir de água e o do leite?

O kefir da água fermenta, mas os grãos não crescem. Entretanto, o kefir da água também proporciona os benefícios do kefir de leite! O kefir de água pode ser feito através da adição de açúcar mascavo (ou somente com as frutas frescas), opcionalmente o suco de limão e de outras frutas (uva, abacaxi, mamão, melão) e tâmara. A água utilizada deve sempre ser a natural e livre de cloro!

10)    Como consumi-lo? (dose indicada, pode misturar com outros alimentos, horário do dia…)

Pode ser consumido em qualquer momento do dia, sozinho ou junto as frutas frescas e secas, além de aveia/farelo de aveia, linhaça, chia, psyllium, podendo ser batido no liquidificador ou não. Para que se evite qualquer reação devido a presença dos microrganismos, aconselha-se que a ingestão inicial seja pequena e vá aumentando aos poucos.

11)    Pode ser consumido por quem tem intolerância à lactose?

Sim, pois as bactérias irão alimentar-se da lactose e consequentemente estas não estarão presentes no Kefir ou estarão em pequenas quantidades. Para estes casos, aconselha-se a fermentação por mais de um dia. Se sua intolerância for muito grande, opte pela versão industrializada que informe no rótulo a isenção de lactose.

12)    O kefir não pode ser aquecido?

Não há necessidade. Os microrganismos sobrevivem em temperaturas ideais, e o mesmo aplica-se aos presentes no Kefir, onde submetidos à temperaturas, como por exemplo à de um forno (180ºC), os microrganismos morrerão.

13)    Há contraindicações?

Sim. O Kefir de leite de origem animal não pode ser consumido por alérgicos ao leite, nem o caseiro e nem o industrializado. Estas pessoas podem fazer ou comprar o kefir do leite de soja, coco e outros de origem vegetal, até mesmo o da água, mas sempre lembrando que os grãos apenas fermentarão, pois eles não crescem sem o leite de origem animal.

Indivíduos com alguma doença, principalmente as inflamatórias intestinais, não devem consumir o Kefir caseiro devido ao risco de contaminação por outros microrganismos, o que poderia agravar severamente a doença.

Existem empresas que produzem o kefir, o que facilita a vida dos que desejam usufruir dos benefícios, exceto os que possuem alergia ao kefir do leite de origem animal. Além disso, o kefir industrializado garante segurança microbiológica, já que as fábricas seguem padrões severos de controle de qualidade, fiscalizados pela vigilância sanitária e demais órgãos competentes, garantindo que o produto seja fabricado em condições ideais de higiene, tempo, temperatura e armazenamento. Eu opto pelo industrializado devido à estes fatores, pois infelizmente não conseguimos ter 100% de garantia de que os grãos que nos foram doados ou que compramos estão livres de microrganismos indesejáveis. Mas antes de comprar, certifique-se  de que não há a adição de corantes e outros aditivos químicos: leia os rótulos!