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Farinhas que emagrecem  – ( BOA FORMA) Elas têm o poder de amansar a fome e reduzir os estoques de gordura – combinada a uma dieta leve, enxugam até 5 quilos em 30 dias. Quais são as vantagens? Práticas, baratas e tão poderosas contra as gordurinhas quanto a famosa ração humana. Até a história é bem parecida: algumas farinhas de frutas e legumes desidratados surgiram com a finalidade de baixar a taxa de açúcar no sangue. Mas, aos poucos, se mostraram boas aliadas na perda de peso. Isso porque saciam (você se contenta com menos comida) e atrasam o esvaziamento gástrico (a fome demora para voltar a dar sinal). Outras ainda ajudam a equilibrar o metabolismo. E, para isso, basta polvilhar no alimento pronto. Fibras aos montes São várias as opções:farinha de maracujá, banana verde, berinjela, linhaça, frutas e cereais (veja detalhes a seguir). Algumas oferecem ômega 3, outras fitoquímicos como o resveratrol – substâncias que desinflamam as células, deixando o organismo menos propenso a acumular gordura. “Mas são as fibras, presentes nas farinhas numa dose surpreendente, que mais contribuem para o emagrecimento”, afirma a nutricionista e pesquisadora Andrea Dario, de Piracicaba (SP). São substâncias que amansam a fome, reduzem a absorção de açúcar e gordura, regulam o apetite e ajudam a eliminar as toxinas que emperram a dieta. Consumo diário As fibras fazem mais: aumentam a absorção das vitaminas e dos minerais, melhorando o funcionamento do organismo como um todo, o que também favorece a perda de peso. Mas o resultado só aparece se você consumir esse tipo de farinha todo dia, polvilhada no iogurte, no suco, na salada, na sopa. Importante: beba mais água para facilitar a ação das fibras e corte exageros à mesa. Feito isso, você vai entrar naquele jeans em poucos dias! Acerte na escolha Todas as farinhas são ricas em fibras, os principais agentes emagrecedores. Por isso, você decide a escolha. Ou melhor: faça um rodízio entre dois ou três tipos para garantir nutrientes diferentes ao organismo. – Cuidado na compra: evite comprar o produto a granel ou em saquinhos sem identificação. Armazenadas de maneira inadequada, as farinhas, em especial aquelas que têm ômega 3, oxidam e se tornam inadequadas para o consumo. – Uso variado: algumas farinhas têm sabor neutro e outras levemente amargo. Nesse caso, use-as em farofa, panqueca, pão, bolo. Frutas, sementes e legumes em potes Conheça um pouco de cada farinha e escolha a sua: CONSULTE UM NUTRICIONISTA FUNCIONAL E SAIBA QUAL A QUANTIDADE IDEAL PARA VOÇÊ 1. Farinha de maracujá Ela impede a absorção de parte da gordura presente nos alimentos. A responsável por essa ação é a pectina, presente aos montes na parte branca da casca da fruta. A farinha não fica atrás: tem 20% dessa fibra solúvel, segundo estudo feito pelo químico e pesquisador Armando Sabaa Srur, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No estômago, a pectina se transforma num gel e diminui a fome. 2. Farinha de banana verdeO forte dessa … Continue lendo

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O globo – Excesso de trabalho

Fonte: Jornal O globo – RIO – Você sai de casa com uma quantidade de tarefas a fazer que, só de pensar, dá vontade de dar meia-volta. Não bastasse isso, ao longo do dia, surgem outras, inesperadas. Uma notícia ruim ou uma resposta grosseira do colega de trabalho ou do chefe passam a incomodar ainda mais. No fim do dia, você se dá conta que esqueceu de almoçar. O impacto do excesso de trabalho sobre a saúde dos trabalhadores é, hoje, um dos mais graves problemas que as empresas enfrentam. No aspecto psicológico, a síndrome de burnout – considerada por muitos médicos e demais especialistas a doença do século XXI – é o pior mal que um trabalhador pode adquirir. A enfermidade atinge os chamados workaholics, isto é, viciados no trabalho, e atua em três fases distintas: primeiro a ansiedade, depois a angústia e, finalmente, a depressão. Os sintomas costumam surgir devido ao excesso de horas no trabalho, que diminui o tempo para a vida social. O tempo que um paciente normalmente demora para perceber os seus sintomas é o que mais dificulta o tratamento por psicólogos. A dedicação à profissão, mesmo que esta exija um número mais do que suficiente de horas durante o dia, faz o trabalhador esquecer de cuidados básicos com a saúde, como higiene e alimentação. Um dos sinais que podem indicar a síndrome de burnout é a falta de sono. O uso de remédios para dormir muitas vezes passa a ser comum. A concentração também passa a fugir em diversos momentos e a memória é afetada. Os horários de alimentação passam a ser trocados e a vida social é jogada para segundo plano. Segundo a psicóloga Silvânia Brígido, há uma “despersonalização” do indivíduo. Por isso é fundamental, diz ela, reservar um horário para o lazer todos os dias. – A síndrome de burnout é diferente do estresse, em que uma pessoa está num emprego que não necessariamente gosta. No caso do burnout, é justamente o problema de o indivíduo ficar tão concentrado no trabalho que o prejudica – comenta. O excesso de trabalho, portanto, tem um resultado paradoxal: o ritmo de produção acaba ficando menor e os resultados passam a não aparecer. Mas qual o papel das empresas nestes casos? Muitas instituições estão profundamente preocupadas em propiciar o lazer de seus funcionários, oferecendo academias de ginástica, espaços “zen” e áreas de entretenimento. Mas, ainda que esses mimos sejam oferecidos aos profissionais, as empresas no Brasil, de maneira geral, parecem não saber lidar com os problemas psíquicos gerados pelos excesso de trabalho. É o que diz a gerente executiva da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Priscilla Telles: – Não vejo as corporações preparadas para apoiar esses profissionais. Normalmente, as síndromes aparecem em função do excesso de produção. É um tema complicado, mas não vejo uma preocupação adequada. O primeiro passo, aliás, é não discriminar os indivíduos que passem por este tipo de problema. Alimentação inadequada também pode prejudicar o desempenho: A preocupação com a alimentação é essencial … Continue lendo

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Sal de ervas é boa opção para reduzir sódio na comida

O sal foi alçado à condição de vilão da alimentação por conta de seus efeitos prejudiciais à saúde, que vão da hipertensão ao AVC e outras doenças cardiovasculares. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que a quantidade diária ingerida não ultrapasse 5 gramas (o equivalente a 2,4 gramas de sódio). Estudos já constataram que o brasileiro consome o dobro disso. Neste montante está incluso não apenas o sal de cozinha, mas também todo e qualquer alimento que contenha sódio, principalmente os industrializados. “O excesso de sal é cumulativo, principalmente nas mulheres”, afirma a nutricionista Luciana Harfenist, da Clínica de Nutrição Funcional que leva seu nome. Duas pitadas a menos de sal por dia reduzem em até 13% o risco cardíaco, de acordo com uma recente pesquisa canadenese. Ninguém quer ter problemas de saúde, mas é fato que o sal valoriza o sabor dos alimentos. Para resolver o impasse e reduzir o consumo desse condimento em até um terço sem deixar a comida insossa, muitas nutricionistas têm sugerido uma receita prática e bem mais saudável: o sal de ervas. A mistura é simples e acumula os efeitos benéficos das plantas que podem variar de acordo com a preferência de cada um. A receita básica inclui: sal grosso, orégano, alecrim e estragão. O orégano tem alto poder antioxidante e propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas. O alecrim tem ação antioxidante e cicatrizante, inibindo o crescimento de bactérias, e o estragão ajuda na digestão e é diurético. Quem quiser variar, pode usar também a sálvia e o tomilho, ambos com ação diurética e digestiva. “O condimento não terá o glutamato monossódico, um intensificador de sabor capaz de causar dores de cabeça constantes”, alerta. Pesquisadores identificaram que a ingestão de 5g diárias de glutamato monossódico aumentou em 30% a propensão a ganhar peso em homens e mulheres. A especialista afirma que em apenas dois meses é possível modificar o paladar e sentir menos falta do sal puro na alimentação. Confira receitas inteligentes para diminuir o sódio da sua alimentação : Receita 1: 1 xícara de chá de sal grosso 1 xícara de chá de orégano 1 xícara de chá de alecrim 1 xícara de chá de estragão Preparo: Lavar bem as ervas e secá-las com um pano limpo. Depois, colocá-las junto com o sal no liquidificador ou no processador de alimentos e triturar tudo. Guardar a mistura em um recipiente fechado, em local fresco e seco. Receita 2: 10g de alecrim* 25g de manjericão* 15g de orégano* 10g de salsinha* 100g de sal marinho *Quantidades relativas ao peso das embalagens da erva seca disponíveis no mercado. Preparo: Bater os ingredientes no liquidificador. Guardar em pote de vidro bem fechado. Usar no lugar do sal comum. Receita de Tempero Caseiro: 1 maço de sálvia 1 alho poró aipo 4 cabeças de alho 1 cebola 1 pimentão vermelho Manjericão / Alfavaca Hortelã Pimenta Alecrim Manjerona Óleo, azeite de oliva ou água para misturar 1 xícara de sal. Preparo: Bater o alho com um pouco de óleo, azeite ou água no liquidificador. Em seguida, acrescente os demais … Continue lendo

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Dietas da moda – Entrevista Portal Terra

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NUTRICIONISTA AVALIA AS DIETAS DA MODA Dieta da lua, do sol, do céu, da sopa, da papinha de neném e por aí vai. Os nomes são muitos, mas a vontade é uma só: emagrecer. A nutricionista Luciana Harfenist nos deu sobre as dietas que estão na moda e os cuidados que devemos ter. De quebra ela também sugeriu um super cardápio saudável para seguirmos! Vale lembrar que o termo correto para dieta é ‘dietoterapia’: “É um trabalho de reeducação alimentar que respeita a individualidade bioquímica de cada paciente e faz parte de um programa global de mudança de estilo de vida, o que significa que deve ser aplicada para a vida inteira e não só por um período”, explica a nutricionista. “As dietas comuns costumam ser muito restritivas e não ensinam o indivíduo a comer adequadamente, além de expor o organismo a deficiências nutricionais”. Daí que os padrões da estética têm que vir em segundo lugar e as dietas devem ser receitadas por uma verdadeira especialista. Vamos citar as principais dietas da moda e mostrar os erros que cada uma delas apresenta: Dieta do Dr. Atkins (Dieta das Proteínas) – Propõe redução radical do consumo de carboidratos (massas, pães, doces, açúcares); libera o consumo de carnes (principalmente vermelha), ovos, maionese, manteiga, gorduras em geral; tem cerca de 1000 kcal/dia, sendo que praticamente metade das calorias provém de gorduras. Luciana Harfenist – Esse tipo de dieta causa vários desequilíbrios ao organismo além de não ensinar o paciente a comer. O excesso de proteína aumenta a excreção de cálcio, sobrecarrega os rins, além de acidificar o sangue e diminuir a quantidade de serotonina no organismo. Muitos acreditam que comer só proteína vai aumentar a massa muscular, porem, isso é bioquimicamente impossível, pois as células necessitam de glicose para formar energia e novos tecidos. Essa dieta também é péssima para o intestino e ainda diminui o metabolismo basal em função da perda da massa magra. O único caso indicado para esse tipo de dieta são para pacientes com epilepsia, estudos demonstraram que a dieta cetogênica aumenta o intervalo entre as crises. Dieta de South Beach – Estimula o consumo de gorduras monoinsaturadas (ex: azeite de oliva,amendoim, nozes); permite comer carnes, queijos, frango sem pele, bacon com moderação. E a partir da terceira semana, introduz frutas, leite desnatado e carboidratos integrais. Luciana Harfenist: A Dieta de SB é um pouco mais liberal no final e procura escolher gorduras de melhor qualidade, mas os princípios são os mesmo da dieta da proteína e os malefícios também! Dieta do Tipo Sanguíneo – dieta criada por um médico americano chamado Peter James D’Adamo. Os alimentos são divididos em três categorias: benéfico, neutro e nocivo. As pessoas de sangue “O” seriam caçadoras carnívoras, as de sangue “A” seriam vegetarianas dóceis, sangue “B” seriam onívoros e sangue do tipo “AB”, uma junção das duas últimas. Luciana Harfenist: Não há comprovação científica desta dieta, além de não levar em conta outros aspectos importantíssimos do metabolismo. Dieta Ortomolecular – Baseia-se nos princípios da medicina ortomolecular, a qual propõe que muitas doenças podem ser … Continue lendo

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Ausência de mãe engorda Filhos de mulheres que trabalham fora de casa têm maiores chances de desenvolver sobrepeso e até obesidade

      Quando se tem filhos pequenos, a decisão de trabalhar fora nem sempre é fácil. Ficar longe de casa implica menor tempo para acompanhá- los, o que inclui não verificar de perto o que eles estão comendo. Agora, um estudo mostra que a ausência desse cuidado pode gerar graves prejuízos à saúde. Na última semana, uma pesquisa do Instituto de Saúde da Criança, na Inglaterra, revelou que os filhos de mães que trabalham fora têm grandes chances de desenvolver sobrepeso e obesidade. Longe das mães, as crianças tendem a consumir alimentos como salgadinhos, bolachas recheadas e doces em excesso, além de passar horas em frente à televisão. O estudo, que envolveu 7,5 mil mães e 13 mil crianças, mostrou também uma relação entre as mulheres de maior poder aquisitivo e o ganho de peso dos filhos. As mães com salários mais altos são mais exigidas no trabalho, ficando ainda mais tempo fora de casa. “Uma rotina de mais de dez horas de trabalho aumenta em até 15% o risco de obesidade nos filhos”, diz a pesquisadora Susan Jebb.     Um dos motivos que explicam o resultado da pesquisa é a estratégia da compensação. “Para reparar sua falta em casa, muitas mães permitem que os filhos comam à vontade”, diz o endocrinologista Henrique Suplicy, presidente da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade. Outro problema comum entre as mulheres que trabalham fora é o pouco tempo dedicado à amamentação. “A interrupção precoce do aleitamento favorece o surgimento da obesidade”, diz o pediatra e nutrólogo Nathaniel Viunisk, da Associação Brasileira de Nutrologia. Sem o leite materno, a criança recebe outros alimentos, em geral mais propensos a levá-la a um ganho de peso excessivo. Uma vez que a participação da mulher no mercado de trabalho é um fato irreversível, o desafio é compatibilizar essa situação com a qualidade do cardápio das crianças. Em geral, a solução passa por uma reformulação na rotina profissional. Mãe de três filhos (Omar, 12 anos, Malek, nove, e Louise, sete), a engenheira carioca Mônica Zein tinha dificuldade para conciliar trabalho e família. “Não controlava o que eles comiam. Quando meu filho mais velho começou a ganhar peso, sabia que não podia perder mais tempo”, diz ela. A engenheira optou por trabalhar em casa e investiu em uma vida mais saudável. “Procurei uma nutricionista para reorganizar nossa rotina alimentar. Conseguimos.” Ela teve o apoio do marido, Ziad, “ingrediente” fundamental para o sucesso da empreitada. “É um processo que requer o comprometimento de todos”, diz Luciana Harfenist, a nutricionista chamada para executar a tarefa.         Em São Paulo, a editora de filmes Patrícia Moraes também reorganizou a vida profissional para cuidar melhor do filho, Martim, sete anos: “Trabalhava 16 horas por dia. Ele só comia macarrão, mingau e doces, o que o levou a ganhar peso.” Patrícia trocou de emprego, trabalha menos e buscou auxílio de uma nutricionista. “Hoje ele come até legumes”, diz ela. Quando a mudança não é possível, a saída é criar outras estratégias. Aproveitar … Continue lendo